CAMP DE SURF NA MADEIRA

“Sítios secretos” conhecidos apenas pelas gentes locais e que apenas são alcançáveis por barco, permitem a prática de surf nas mais únicas e melhores ondas.

PACOTES E PREÇOS

Qualquer pacote pode ser personalizado de acordo com os seus requisitos.

*Oferta válida para um pedido mínimo de duas pessoas.

Madeira – um paraíso para o surf no Atlântico

A Madeira com as suas montanhas verdes junto ao mar, as suas pequenas vilas e a temperatura amena que dura todo o ano deslumbra muitos dos turistas da Europa.

A sua curta distância do continente Europeu (menos de 2h de voo a partir de Lisboa) faz com seja o destino preferido de milhares de amantes da natureza.

Nos últimos anos a ilha tem vindo a se destacar nos desportos ligados à natureza e o surf não é exceção. A Madeira apresenta águas convidativas o ano todo (com temperaturas entre os 18 e os 22ºC) e paisagens deslumbrantes o que tem convencido os surfistas que visitam a região, sendo conhecida no meio como o Havaí da Europa.

Prós

  • Spots de ondas grandes
  • Cenário de montanha espetacular
  • Sem multidões
  • Ambiente calmo e seguro típico de uma ilha
  • Clima idílico

Contras

  • Poucos spots
  • Entrada e saídas perigosas em alguns spots

Surf na Madeira – uma história bem curta

A história do surf na Madeira não é muito longa.

O surf apareceu na Madeira pela primeira vez nos anos 70. A primeira pessoa a surfar no lendário jardim do mar foi o surfista e jornalista francês Gibus de Soultrait em 1977: “Quando me levantei na onda, eles (as pessoas do Jardim do Mar) finalmente descobriram o que o surf significava.(…) A experiência que partilhei com as pessoas do Jardim do Mar em 1977 irá permanecer comigo como um souvenir para a vida. Para mim, a Madeira foi um sonho tornado realidade.”

Nos anos seguintes vários surfistas passaram pela Madeira mas o mundo continuou sem saber que havia ondas na Madeira.

Apesar das condições únicas da ilha que a tornam num paraíso para o surf a Madeira só começa a chamar a atenção da comunidade internacional de surf na década de 90, altura em que tem destaque em várias revistas ligadas à modalidade.

Em 1994 um artigo na Surfer Magazine deixou a comunidade mundial do surf em choque. As fotografias mostravam Evan Slater e Ross Williams a surfar ondas gigantes e limpas numa ilha algures no meio do Atlântico. Segundo o artigo a ilha tinha o melhor point break do planeta.

Nos anos seguintes muitos foram os surfistas de renome que quiseram descobrir a ilha e as críticas positivas eram muitas:

“O ponto alto da minha vida como surfista.” – João Valente

“Parecia um paraíso.” – Tony Butt

“O melhor point break de ondas grandes do planeta.” – Surfer Magazine

A Madeira foi palco de 2 provas internacionais: o Big Wave Championship no Jardim do Mar e do Hot Butter Challenge na Ponta Pequena onde participaram surfistas de renome de ondas grandes como Peter Mel e o Vetea David.

A modalidade parecia estar lançada na região!

No entanto no início dos anos 2000 o surf na Madeira destacou-se pelas razões erradas: a destruição de alguns dos melhores spots para surfar na ilha. De maneira a proteger as habitações no litoral o governo local construiu várias muralhas de betão à volta da ilha tornando muitos dos spots de difícil acesso ou perigosos.

A má publicidade teve um grande impacto na comunidade internacional e o surf na Madeira parecia ter chegado ao fim. Durante anos a Madeira ficou esquecida como destino de surf.

O renascer do surf na Madeira

Mais de 10 anos depois, graças à perseverança de alguns locais, amantes da modalidade, o surf na Madeira parece estar de volta. Muitos spots, antes esquecidos, estão agora a levar os surfistas à Madeira e os adeptos da modalidade na ilha tem crescido consideravelmente. Portugal é dos países onde a comunidade do surf tem crescido mais nos últimos anos e a Madeira não é exceção à tendência do país.

Muitos são os grandes nomes do surf como que por aqui têm passado.

Nomes como Grant “Twiggy” Baker e Garret McNamara que também quiseram descobrir este paraíso escondido.

“Esta é a minha primeira vez na Madeira. Já tinha visto que que aqui haviam muitas ondas fantásticas.(…) Este spot (Jardim do Mar) é muito bonito: um paraíso para os surfistas. A Madeira apresenta muito boas condições para o surf.” – Grant “Twiggy” Baker

“A Madeira é muito semelhante ao Havaí. Há tantos point breaks perfeitos…é como o céu para o surf.” – Garret McNamara

O que tem o surf na Madeira de tão especial?

Para responder a esta pergunta nada como dar a palavra a um dos apaixonados pela modalidade:

“Por ser uma ilha mais antiga, tem uma costa mais profunda o que é bom para surfar ondas muito grandes que rebentam em cima de uma batimetria mais profunda. E ali encontramos várias ondas dessas que rebentam muito próximo da costa.” – Pedro Bicudo.

Se juntarmos isto ao facto da ilha ter poucos surfistas, as suas paisagens deslumbrantes, a cultura local, a boa comida, a simpatia e hospitalidade dos locais e as dezenas de outras atividades na natureza desenvolvidas na ilha; a pergunta que fica é: o que não há de especial na Madeira?

Ouvi dizer que surfar na Madeira é perigoso e só para profissionais. É verdade?

A Madeira é uma ilha vulcânica e poucas são as praias de areia que encontramos na ilha e as poucas que existem são de areia negra (as que não são artificiais pelo menos). A maioria das praias são de calhau (termo local para pequenas rochas). Em alguns locais entrar e sair da água é complicado. Os surfistas locais costumam dizer que não existe algo como pranchas novas na Madeira. É fácil raspar-se nas pequenas rochas e ganhar algumas recordações da viagem se não souber o que está fazendo. Alguns dos locais ficam na base de penhascos e apresentam ondas até 8 metros que não são aconselháveis a amadores.

No entanto a Madeira tem imensos locais para os iniciantes na modalidade. Nos últimos anos a Madeira tem recebido surfistas em todos os níveis – de iniciantes a profissionais. Escolas de surf tem surgido pela região e profissionais prontos a levar os iniciantes aos locais mais apropriados para aprenderem não são difíceis de encontrar.

Como tal não há razão para ter medo de surfar na Madeira, pois existem spots e ondas para todos os tipos de surfistas.

Época do Surf na Madeira

Tal como em Portugal e praticamente no resto da Europa a época ideal para o surf na Madeira é no Inverno, altura em que chegam as melhores ondas. Entre Novembro e Fevereiro encontramos a maior consistência e o melhor tamanho médio das ondas.

Apesar de podermos fazer surf na Madeira durante todo o ano o período menos recomendado são os meses de Julho e Agosto que têm uma menor consistência e um menor tamanho médio de ondas.

Pranchas: o que levar?

A ilha tem ondas de todos os tamanhos. Se estiver a fim de surfar as ondas grandes aconselhamos as pranchas de 6’1” a 8’2”. Um Short e dois Long John assim como roupa para o frio. Não esquecer todos os acessórios essenciais (cordinha, parafina, etc.).

Caso não queira andar com a casa às costas poderá sempre alugar todo o material necessário na ilha.

Melhores Spots na ilha

Os melhores locais de surf ficam na costa Oeste.

Os surfistas visitantes normalmente optam por ficar nas vilas do Jardim do Mar ou Paúl do Mar que têm os pontos mais consistentes. Esta área normalmente oferece os melhores locais pois é, normalmente, protegida dos ventos NE. Durante o tempo mais tempestuoso a costa Norte fica apenas a 40 minutos de carro e é geralmente protegida dos ventos do sul. No entanto devido às altas falésias costeiras, em alguns dias o vento pode envolver toda a ilha o que torna quase todos os pontos da ilha difíceis de surfar.

Os pontos mais consistentes na ilha são a Ponta Pequena e o Paúl do Mar na costa sudoeste e na costa Norte a Fajã da Areia.

A Associação de Surf da Madeira lançou recentemente um guia com os 11 melhores spots da ilha:

  1. Jardim do Mar:
  • Nível intermédio e avançado
  • Ondulação N/NW/W
  • Ventos NE
  • Maré baixa
  1. Ponta Pequena:
  • Nível intermédio e avançado
  • Ondulação N/NW/W
  • Ventos NE
  • Maré baixa
  1. Paul do Mar:
  • Nível intermédio e avançado
  • Ondulação N/NW/W
  • Ventos NE
  • Maré alta
  1. Fajã da Ovelha:
  • Nível avançado
  • Ondulação N/NW
  • Ventos NE
  • Maré baixa
  1. Ponta do Pargo:
  • Nível intermédio e avançado
  • Ondulação N/NW
  • Ventos NE
  • Maré baixa
  1. Achadas da Cruz:
  • Nível intermédio
  • Ondulação N/NW/W
  • Ventos ENE/NO
  • Maré alta e baixa
  1. Porta do Tristão:

Nível avançado

    • Ondulação N/NW
    • Ventos SW/W/NO
    • Maré baixa
  1. Ribeira da Janela:
    • Nível intermédio e avançado
    • Ondulação N/NW
    • Ventos SW/W
    • Maré baixa
  1. Contreiras
    • Nível intermédio e avançado
    • Ondulação N/NW/W
    • Ventos SW/W
    • Maré baixa
  1. Esquerda de São Vicente
    • Nível intermédio e avançado
    • Ondulação N/NW/W
    • Ventos SW/W
    • Maré baixa
  1. Fajã da Areia
    • Nível iniciante, intermédio e avançado
    • Ondulação N/NW/W/NE
    • Ventos SW/W/N
    • Maré baixa, média e alta

No lado sudoeste podemos encontrar 5 breaks espetaculares para ventos NE. O Jardim do Mar é local mais famoso mas só aconselhado a surfistas experientes.

Poucos quilómetros a norte existem três spots de classe mundial: a Ponta Pequena, o Paúl do Mar e a Fajã da Ovelha. Com os ventos N/NW/W as ondas chegam aos 5 metros. No entanto na Ponta do Pargo poderá encontrar ondas maiores atingindo por vezes a marca dos 15 metros.

No lado Noroeste da Madeira podemos encontrar dois breaks fabulosos: Achadas da Cruz e Porta do Tristão. Ambos os spots são bons em maré baixa.

Para iniciantes apanhando as suas primeiras ondas aconselhamos a Fajã da Areia. Em condições favoráveis as ondas atingem os 2 metros.

Para os entusiastas do point break há a Ribeira da Janela, as Contreiras e a Esquerda de São Vicente.

A Madeira é um destino de surf que ainda não se encontra lotado, não há “crowds” por aqui e recomenda-se caso seja um iniciante ou um profissional.

Cada local é diferente e cada onda é mágica. Será difícil escolher o seu spot preferido.

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